Os ministros brasileiros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, mostraram indignação com as novas revelações de espionagem americana

Os ministros brasileiros da Justiça, e das Relações Exteriores

Brasil pediu explicações formais dos EUA sobre denúncias de espionagem à presidente

Durante a coletiva de imprensa desta segunda-feira (2), em Brasília, os ministros brasileiros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, mostraram indignação com as revelações da imprensa que denunciaram novas atividades de espionagem dos EUA contra autoridades brasileiras.

O ministro Cardozo foi enfático diante dos fatos revelados no domingo (1º).

—Uma violação da nossa soberania é inadmissível!

O governo brasileiro pediu explicações formais e por escrito ao governo norte-americano sobre as denúncias de espionagem à presidente Dilma Rousseff. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luis Figueiredo, se reuniu com o embaixador dos Estados Unidos, Thomas Shanon, em Brasília, nesta segunda-feira (2) e quer que respostas sejam enviadas até o fim desta semana.

— Ele entendeu o que foi dito e de forma muito clara. As coisas quando tem que ser ditas de forma clara, são ditas e foram feitas de forma clara. Ele tomou nota de tudo o que eu disse. Se comprometeu a entrar em contato com a Casa Branca ainda hoje. […] Isso representa uma violação inadmissível da soberania brasileira. Esse tipo de prática é incompatível com a parceria estratégica entre os dois países.

A notícia sobre a suposta ação de espionagem à presidente, ministros e assessores pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos) no Brasil foi divulgada neste domingo (1º) em reportagem no programa Fantástico.

O governo brasileiro também vai denunciar o caso a organismos internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas) e a organismos de Direitos Humanos. Além disso, o Brasil vai se reunir e conversar com parceiros dos países desenvolvidos e Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para avaliar como eles se protegem de modo a lidar com um tema grave como esse.

Segundo Figueiredo, medidas mais enérgicas ainda dependem das explicações que serão dadas pelo governo norte-americano.

—A reação depende do tipo de resposta que for dada.

Segundo o ministro da Justiça, as denúncias são ainda mais graves que as divulgadas anteriormente:

— O que chama mais a atenção é que a violação atingiu a chefe do nosso governo, um estado parceiro com os EUA. Isso chega a ponto de atingir a presidente, que irão dizer dos cidadãos brasileiros e de outras empresas. […] A violação da soberania não poderia acontecer sob nenhum pretexto, mesmo sob suspeita de ilícitos. Quando é feito para fins políticos e econômicos, é ainda pior. A situação é mais grave agora porque envolve uma chefe de Estado.

Os ministros não quiseram comentar se a viagem da presidente Dilma aos Estados Unidos, prevista para o mês que vem será mantida.

Fonte: R7.com

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